sexta-feira, maio 05, 2017

E AÍ, COMO VAI SER?

As vezes quando as coisas dão muito errado, inevitavelmente você vai acabar se perguntando: "será que tomei o caminho errado?" Além desta pergunta, eu ultimamente também acrescento: "sou um embuste?" Porque de verdade, pode ser que a gente seja as duas coisas inclusive.
Não estou fazendo discurso depressivo, mas quem nunca teve absoluta certeza de algo, como escolha profissional por exemplo, e daí vai pra faculdade e segue insistindo sempre na busca por empregos que estejam relacionados, por absoluta convicção de que tem talento pra tal. E daí do nada dá tudo errado. Você não tem mais certeza se quer mesmo fazer aquele curso, não consegue trabalho na área em que sempre atuou, e pior, vê pessoas nada a ver com a área (que em tese é a sua área) conseguindo aquela vaga que supostamente deveria ser sua.
Alguém aí se identifica?
Por que raios isso acontece ainda é um completo mistério pra mim.
Não se trata de se achar a última coca-cola do deserto ou algo assim, estou aqui só pensando alto mesmo sobre essa situação.
Eu quis ser várias coisas quando era criança: arqueóloga, psicóloga, historiadora, agente secreto, cantora, escritora, atriz, ou qualquer profissão que me fizesse viajar muito e conhecer o mundo, descobrir lugares incríveis e se possível, ser do corpo da paz da ONU. Eu nunca me imaginei enfiando uma agulha no braço de outro ser humano para analisar seu sangue, ou coisas correlatas. No entanto, quando percebi estava trabalhando na saúde e sendo, modéstia a parte, competente pra caramba no que eu fazia. A dúvida era se deveria seguir uma profissão que estudasse mais as questões mentais, ou partia para as pesquisas. Acabei indo para as pesquisas e estudando biomedicina. E mesmo sendo um trabalho que envolve basicamente análises e pesquisas, faz parte do processo aprender a coletar sangue, porque vai que um enfermeiro, técnico ou auxiliar tenham alguma dificuldade, preciso ir lá e literalmente enfiar a mão na massa, ou no caso, a agulha no ser humano mesmo. Odeio, mas faço perfeitamente. Acho que atuar na saúde é vocação mesmo, porque você ganha mal, trabalha pacas, os recursos são limitados, a faculdade não é moleza, mas eu tinha certeza de que esse era meu caminho.

Tinha, no passado mesmo, porque desde que fiquei desempregada pela primeira vez na minha vida a pouco mais de 2 anos, nada mais dá certo nesse caminho. Vou para entrevistas em ótimos lugares, mas nunca consigo a vaga. Elogiam meu currículo, postura, conhecimento, mas nunca fico com a vaga. Fico analisando as outras pessoas (porque eu sou esse tipo de pessoa) e vejo as histórias de gente que só está ali pelo dinheiro, pela pacote de benefícios, tentar algo diferente, mas a imensa maioria nunca trabalhou na saúde e nem pensou em trabalhar. Acho tudo estranho. Afinal de contas, eu não saio por aí buscando emprego em publicidade por exemplo, só avaliando as benesses.
Daí comecei a me perguntar: " e se, só SE, eu estiver no caminho errado?" Será que sou um daqueles casos em que você segue naturalmente o curso da história, e aí num determinado momento as coisas dão errado para te tirar da zona de conforto,  e te fazer enxergar que a estrada pode na verdade ser outra completamente diferente? E se este for o caso, como vou recomeçar? E vou fazer o quê exatamente? Porque na boa, já tenho quase meio século de idade...
Difícil ser gente grande viu...

sábado, novembro 12, 2016

O RETORNO

A última vez que escrevi por aqui foi em março de 2016, ou seja, lá no começo do ano. E por que eu parei de escrever?
Quando atravessamos um período da nossa vida em que quase nada faz sentido, precisamos de alguma maneira encontrar um caminho de volta. Escrever para mim sempre representou isso, desde pequena, quando eu anotava minhas ideias em um caderno pequeno.
No entanto essas ideias e pensamentos permaneciam apenas comigo.
Com o advento da internet e consequentemente dos blogs, eu passei a frequentar e dividir tudo isso num universo virtual.

Inicialmente o blog abordava coisas muito comuns, como dicas de maquiagem, moda, tendências, e um universo de abordagens que nem lembro mais, além de um ou outro texto meu. Mas com o passar do tempo, comecei a me dedicar quase que exclusivamente a escrita de crônicas mesmo. E o blog tornou-se um diário virtual.
Quando eu descobri minha doença, fiquei muito mal, e meus textos misturaram revolta, indignação e angústia. Quando eu parei para ler tudo o que eu havia escrito aqui desde 2010, vi que precisava parar. Afinal, quem era eu? Não me reconheci em alguns textos totalmente diferentes do que eu costumo escrever. Claro que as pessoas mudam, mas eu estava quase que copiando o estilo de algumas blogueiras simplesmente porque não sabia mais me comunicar, eu só sabia falar de dor, dor, dor. Não é que eu não tenha uma escrita informal, mas não sou do tipo que termina um texto mandando beijos, se é que vocês me entendem.

Eu poderia deletar esses textos, mas resolvi deixar aqui como uma lembrança do que não sou, e do que não preciso ser. Nunca escrevi para ganhar views, likes, coisas desse tipo. Não preciso angariar seguidores e ser "amada". Eu me amo, e isso basta.
Aprendi a conviver com a minha doença, lutei, me reergui, voltei a estudar.
Não tirei um período sabático.
Os textos não mentem, sou eu escrevendo, mas travestida de um personagem, e quem já leu o que escrevo com certeza percebe isso.

Minha vida não precisa ser um livro aberto.
Aprendi isso sozinha.
Óbvio que minha escrita vai seguir sendo um pouco ácida e por vezes sensível, como sempre foi, mas haverá coisas que seguirão sendo apenas minhas.
Melhor assim.

Resultado de imagem para natalie foss

terça-feira, março 15, 2016

TAVA AQUI PENSANDO #2

E tanta coisa aconteceu que nem sei por onde começar.
Primeiro a ideia de montar looks todos os dias e postar as fotos: uma coisa que eu gosto de fazer para dar ideias às pessoas sobre como otimizar o guarda-roupa. Você não precisa ter um milhão de roupas, apenas roupas chaves e um pouco de imaginação. Daqui a pouco vou começar a repetir roupas e espero que as pessoas entendam que essa é a ideia: entender que repetição é uma coisa boa, um novo hábito a ser seguido, e sinceramente se alguém notar que você está repetindo roupa, precisa de ajuda. 

Depois minha consulta com o psiquiatra. Ufa, que alívio! Ele foi muito compreensível e já me receitou de cara tudo o que eu precisava, sem muitas delongas.
Muita gente teme falar que vai ao psiquiatra, parece coisa de gente louca, ou sei lá. Acho de uma estupidez imensa. Primeiro que não tem nada a ver com loucura, e segundo que, ainda que tivesse, não somos nós, nas palavras de Steve Jobs, que mudamos o mundo? Não tenho o menor pudor de dizer que frequento o médico, acho que louco é aquele que aponta seu dedo para o outro e não faz nada para mudar sua vida. Eu revolucionei a minha. Enfim, o médico é ótimo e está tudo bem, tratamento continuado.

E por último, queria falar da força das manifestações de rua.
Eu fui cara pintada, e a sensação de fazer parte de um todo é maravilhosa, por isso, quando vi a multidão formada Brasil afora, senti muito orgulho dessa gente que estava lá me representando.
Não é por uma questão de golpe. Ninguém está pedindo golpe algum, e esse argumento já cansou. É pelo fim desse sistema corrupto que está nos assolando a cada dia que passa. Pelo desemprego, pela canalhice toda que assistimos de um congresso fragmentado. 
O fato de ter sido a maior manifestação da história desse país, mostra que todos estão insatisfeitos, eleitores ou não da presidente, e ela deveria ter um pouco, um mínimo de bom senso e perceber isso.
É democracia ir as ruas e exigir a saída de um governo que não sabe governar.

Acho que estes são os assuntos que estavam palpitando em meu coração no momento.
Acompanhem o instagram e me digam se estão curtindo os looks. 
Um beijo e até mais.

projeto oraculo

sexta-feira, março 04, 2016

E O OSCAR VAI PARA JENNY BEAVAN

Não tenho nada contra quem posta fotos de look do dia, muito pelo contrário, acho que ajudam a nos dar uma alusão do que vestir no dia a dia.
Lógico que cada pessoa imprime um pouco do seu gosto pessoal no que está vendo, e daí tira ideias do que compor do seu guarda-roupa.
Isso não significa que somos escravos da moda, pode sugerir justamente o contrário.
Eu tenho um instagram @proenca_valeria onde posto fotos de meus looks diariamente, mas há postagens utilizando repetições de roupas, paletós reformados, peças que tenho há mais de 5 anos por exemplo. No caso do paletó marrom do meu pai, ele existe há mais de 25 anos! Depois que meu pai faleceu, mandei reformar e o uso até hoje. Isto serve para mostrar que quando apostamos em peças de qualidade, teremos uma durabilidade muito maior em nosso armário, e sendo assim não haverá a necessidade emergente de recorrer as lojas de departamentos ou as promoções feito uma louca, porque supostamente não há o que se vestir.
No entanto, devemos respeitar a individualidade de cada pessoa, e me peguei pensando sobre isso, justamente por conta da premiação do Oscar desse ano.
Entre tantos vestidos deslumbrantes, uma mulher corajosa recorreu a peças que lhe deixariam confortáveis e representariam seu estilo de vida: Jenny Beavan .
Vencedora do Oscar de melhor figurino por Mad Max, subiu ao palco usando uma calça escura, uma jaqueta de couro vegan e sapato fechado. Trazia ainda um lenço colorido em vermelho no pescoço. 
Fugindo totalmente do protocolo, ela foi vestida dela mesma. Disse que não se sente confortável usando salto alto e vestidos de gala. 
Não vou fazer uma ode ao figurino de Jenny, mas sim a sua autenticidade.
Faltam mais pessoas corajosas assim no mundo. Afinal o que é a moda senão uma ousadia, uma irreverência aos padrões? 
Se formos analisar o Oscar deste ano, nada me tirou o ar, nada chamou minha atenção a ponto de dizer um "Ohh". Muitas mulheres de tomara que caia, que eu particularmente acho feio, porque a pessoa passa o tempo todo ajustando a peça no corpo e ainda amassa os seios. E os demais foram sem graça, com uma ou outra mais interessante. 
Por este motivo, a autenticidade de Jenny que comprou suas roupas numa loja de departamentos inglesa, acabou sendo a mais original.
Eu posto meus looks tentando fazer com que as pessoas tenham mais ideias sobre um melhor aproveitamento de suas roupas. Seu vestido pode ser diferente do meu, mas a ideia é a mesma. Precisamos eliminar o consumismo banalizado de nossas vidas.
Por isso hoje, minha foto destaque vai para a arrojada Jenny Beavan.
O que acharam?
Beijos e até mais!

JennyBeavan


quinta-feira, março 03, 2016

VOCÊ CONHECE SEU ESTILO, OU COMPRA POR COMPULSÃO?

Estamos readequando o nosso instagram, e por enquanto ele está fora do ar. Voltará apenas com fotos de looks diários postados por mim.
Estava pensando que muitas pessoas consomem por absoluto desconhecimento de seu próprio estilo. Quando você desconhece as proporções do seu corpo, e seu estilo, acaba consumindo uma infinidade de peças desconexas que muitas vezes não combinam com nada. O resultado disso é um armário entulhado de roupas sem muita utilidade.
Como resolver essa questão?
Acredito que a primeira coisa a se fazer é reconhecer o próprio corpo. Vejo muitas jovens usando roupas dois manequins menores que os seus. Parecem prestes a explodir a qualquer momento, vestidas a vácuo. 
É importante respeitar as próprias medidas e tirar o máximo de proveito delas.
Resolvida essa parte, é fundamental identificar qual o seu estilo. Você tem algum ou vive de tendências? É do tipo que não resiste a uma promoção ou a uma loja de departamentos?
Se for, você precisa de ajuda.
Tudo bem aproveitar uma promoção vez ou outra, mas não resistir a uma é complicado.
Você já fez uma avaliação do seu guarda-roupa e identificou o que está sobrando, e o que está faltando? Esse é um bom exercício de conhecimento. O passo seguinte é identificar um estilo pessoal e ficar confortável com ele.
Quando você definir seu estilo pessoal, suas compras farão mais sentido, pois você comprará apenas o que precisa. 
Você pode mudar de estilo ao longo da sua vida, e isso é perfeitamente natural, o importante é manter uma identidade própria.
A moda é uma linguagem universal que transmite muito do que você gosta e de que maneira encara o mundo. Você se manifesta pela roupas que usa, mesmo que não tenha a menor consciência disso.
Então, você já descobriu qual o seu estilo?
Beijos e até mais!

Abaixo foto da papisa da moda brasileira, Costanza Pascolato.

sábado, fevereiro 27, 2016

TAVA AQUI PENSANDO...

Hoje estava conversando com meus filhos,  e me dei conta de que sou uma mãe as avessas.
Não que eu não seja protetora, preocupada ou responsável, mas sempre tive um nonsense bem peculiar. Por exemplo: quando as crianças eram pequenas e estava frio, eu era a primeira a dizer para não irem para a escola, se tinham que acordar muito cedo, incentivava a ficar um pouquinho a mais na cama, se era emenda de feriado com certeza ficavam em casa. 
E eram eles que sempre se responsabilizavam com a entrega dos trabalhos e provas. Nunca prestei atenção as datas marcadas. 
Com isso, coincidência ou não, acabaram crescendo super responsáveis. Eu pedia pra faltar e eles insistiam em ir, nunca entendi a posição contrária das crianças, afinal, qual filho não torce por ter uma mãe que não seja tão austera, ou que conceda uma folguinha de vez em quando? Nada disso funcionava na minha casa.
Mas ainda acho que fiz algo de muito certo, porque os cinco são ótimos alunos, e os que fazem faculdade cursam usp e unifesp. Nada mal para quem teve uma mãe um tantinho relapsa.
Na verdade preciso confessar: faço isso até hoje. 
Se vai chover, digo para não irem por exemplo. Aí me respondem " mas mãe, a gente estuda nas universidades que todo mundo queria estar e você ainda pede pra gente não ir?" Mas ainda acho que a chuva é um forte agravante e peço na maior cara de pau.
Mas meus filhos são duro na queda. 
No entanto, se tivesse que escrever uma tese sobre o assunto, diria para as mães serem mais relax com seus filhos. Menos neurose escolar por favor. Se pra mim que tenho cinco filhos funcionou, acredite, vai funcionar com você também. 

elash_hs1_e1

O que fazer quando a tv resolve pifar e você tem uma família grande?
Somos em sete pessoas em casa, e temos três televisões estrategicamente posicionadas pelo apartamento, que não é lá muito grande. Eu sempre fui contra ter tv na sala. Acho deselegante. Uma frescura você pode dizer, mas acontece que essa sempre estava ligada, as vezes até madrugada adentro, e principalmente no horário das refeições, sendo que a sala de estar divide espaço com a sala de jantar. Portanto, quando durante o café da manhã  a tv da sala pifou, nem dei muita bola pra coitada. 
Meus filhos no entanto acharam o fim dos tempos, principalmente porque não poderiam acompanhar as ligas internacionais de futebol, e as séries disponíveis na sub locadora da tv por assinatura.
Essa tv em especial é antiga, modelo de tubo, pesa uma tonelada. Carregar essa tv pelo corredor do prédio até o elevador,  e depois percorrer o percurso da rua até o homenzinho que conserta não é moleza. E ainda tem o agravante que o cara que conserta a tv nunca tem pressa nenhuma em realizar seus concertos. A última vez que uma tv pifou em casa, desisti da espera do concerto e comprei outra no lugar. Portanto, imaginem a animação dos meus filhos quando aconteceu esse fatídico episódio no café da manhã...

elash_hs1_e1

Estou lendo um livro sobre Keith Richards. 
Lógico que você, eu, minha vizinha e até meu gato conhecem Keith, famoso guitarrista dos Rolling Stones. Mais ou tão famoso pela vida recheada de transgressões, do que propriamente pela via musical, apesar de ser reconhecidamente um grande guitarrista.
Keith foi viciado em heroína por muitos anos, já foi preso, não é exemplo de bons modos e não faz questão nenhuma de ser.
Com tantos predicados, você pode se perguntar porque alguém iria se interessar em ler alguma coisa sobre ele, ou melhor ainda, o quê de interessante haveria para se ler.
Acontece que para mim, Keith é uma das figuras mais singulares do rock. A capacidade com que driblou a morte tantas vezes e seguiu firme em sua identidade, é algo quase invejável. Muitos dos que previram sua morte certa, já partiram desta para outra, e Keith continua entre nós. 
Claro que sua vida agora é outra, já largou o vício, envelheceu, mas seu espírito continua tão jovem quanto qualquer um de vinte e poucos anos.
O que eu mais admiro no Keith é sua incrível capacidade de ser autêntico. Não é para poucos. Sua indumentária, seus cabelos, seu anel de caveira (lembrando que somos todos farinha do mesmo saco), sua bandana, sua língua solta e suas frases incríveis, me fazem tê-lo como guru espiritual. Muitos querem ser Keith, mas só  Keith é Keith.
E o que seria dos Rolling Stones se não existisse um letrista e um cara tão original quanto Keith Richards?

elash_hs1_e1

Por hoje é só.
Beijos e até mais.


segunda-feira, fevereiro 22, 2016

SER BIPOLAR DÁ TRABALHO

Um dos meus maiores pecados, é não atualizar o blog regularmente.
Devia trabalhar mais com afinco, mas quando tenho outras preocupações na cabeça, acabo deixando meio que de lado. Um dos motivos, é que eu não sei quantas pessoas de fato acompanham o que eu posto, e eu não confio na estatística do google. Se confiasse ficaria feliz, mas não confio.
Infelizmente percebo que essa questão da interatividade não se resume ao meu blog, há pessoas interessantes, do meu ponto de vista, que postam conteúdo bom e que não tem nenhum comentário em suas postagens. Por outro lado, já vi blogs bobinhos com postagens medíocres em que choviam comentários. Enfim, vai entender.
Já comentei que minha intenção não é chuva de comentários, mas produzir coisas em que acredito, por isso essa questão não me deprime tanto assim.
Só fico no vácuo por não saber exatamente o que pensam as pessoas que estão do outro lado.
Tenho andado bastante ansiosa com algumas coisas: o processo que não anda (e eu acho um saco isso de processar empresa, mas foi necessário), a minha necessidade urgente de ir ao oftalmologista e ao dentista, minha consulta com o psiquiatra que finalmente saiu do papel. A grande questão é quem é ele.
Minha antiga psiquiatra já me conhecia, sabia dos remédios que deram certo(ou supõem-se que deram), meus gatilhos para os altos e baixos, resumindo tinha meu histórico. Esse médico terá acesso as informações dela, ou terei que começar da estaca zero?
Minha bipolaridade supostamente controlada me traz um certo poder sob a minha própria vida. Claro que eu ainda sofro com as oscilações de humor, principalmente por ansiedade, o que continua a me trazer insônia, mas a minha rapidez de pensamentos está um pouco adormecida agora. Tenho a impulsividade de falar e agir, mas um freio inconsciente me atropela e me impede. Isso é bom, na maioria das vezes, mas me amputa também.
Continuo pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo, e com pouca paciência para determinadas pessoas, mas minha intelectualidade sofreu com os remédios.
Se antes eu lia dois livros de 500 páginas ao mesmo tempo, agora me esforço para concluir um com 250. E continuo mal nos raciocínios lógicos, matemática é para os fortes. Minha existência está atrelada ao campo mental das relações humanas, da filosofia, da arte, da complexidade que é o emaranhado complexo neural, ou seja, a mente humana.
Penso em me formar(tardiamente eu sei) em psicologia e depois fazer um ano de psicobiologia. Estudar o sofrimento da mente, os transtornos mentais e a incrível capacidade intelectiva que temos de abarcar dores e seguir em frente.
No momento, estou preocupada com a capacidade médica do psiquiatra que vai me atender. Segundo a minha antiga médica, minha bipolaridade tipo II é um caso que não urge internação ou acompanhamento rígido, portanto posso ter consultas mais espaçadas, mas os remédios são para a vida toda. Mas outros médicos já deram pareceres diferentes e acham que com o tempo, posso ficar sem a medicação, o que seria considerado uma heresia pela minha médica.
Uma vez bipolar, sempre bipolar. Estabilizadores de humor são uma necessidade, não um sortilégio concebido a alguns poucos sortudos.
Como podem ver, minha ansiedade é a grande culpada por eu não atualizar o blog, e estou vivendo um turbilhão de sentimentos.
Tentarei ocupar minha mente mais vezes por aqui, e quem sabe, ter a sorte de encontrar alguém para compartilhar ideias.
Até mais.

menina

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

INSPIRAÇÃO PARA INVERNO - MODA RUA

No Brasil é verão, e eu me recuso a falar dele.
Minha pele não tolera, não me adapto e prefiro falar sobre outono e inverno. Dizem que este ano teremos um inverno rigoroso, estou apostando nisso. 
Para tanto, nada melhor que um street style de Nova Iorque para nos aquecer as ideias.
O que eu mais gostei foram as combinações com casacos e coletes de pele(não vejo a hora de usar o meu), e acho que virão forte para a baixa temperatura. Foram bem constantes nos desfiles internacionais também. 
Vamos as inspirações:



























sábado, fevereiro 13, 2016

LOOK DO DIA DE SÁBADO: UMA SAIA LÁPIS SALVA O DIA

Final de semana com peças curingas: saia lápis de couro, peep toe, blusa gracinha com gravatinha e top preto para contrastar com a transparência da blusa.
Saia lápis é tipo must have, todo mundo tem que ter. Gera várias composições.






Saia de couro empório pessoal, blusa Khelf, Peep Toe TGN 







sexta-feira, fevereiro 12, 2016

LOOK DO DIA - PEÇAS SIMPLES GERAM BOAS COMBINAÇÕES TAMBÉM

Look do dia bem fresquinho.
Peças simples que geram boas composições como um jeans sequinho com a barra dobrada, uma blusa de uns 4 anos, porém inteira. Os detalhes ficam por conta do bracelete grandão e do slipper de oncinha.
Simples assim.



Calça Colcci, bolsa Zara, blusa Hering, slipper Bottero.


Você pode gostar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...