segunda-feira, fevereiro 22, 2016

SER BIPOLAR DÁ TRABALHO

Um dos meus maiores pecados, é não atualizar o blog regularmente.
Devia trabalhar mais com afinco, mas quando tenho outras preocupações na cabeça, acabo deixando meio que de lado. Um dos motivos, é que eu não sei quantas pessoas de fato acompanham o que eu posto, e eu não confio na estatística do google. Se confiasse ficaria feliz, mas não confio.
Infelizmente percebo que essa questão da interatividade não se resume ao meu blog, há pessoas interessantes, do meu ponto de vista, que postam conteúdo bom e que não tem nenhum comentário em suas postagens. Por outro lado, já vi blogs bobinhos com postagens medíocres em que choviam comentários. Enfim, vai entender.
Já comentei que minha intenção não é chuva de comentários, mas produzir coisas em que acredito, por isso essa questão não me deprime tanto assim.
Só fico no vácuo por não saber exatamente o que pensam as pessoas que estão do outro lado.
Tenho andado bastante ansiosa com algumas coisas: o processo que não anda (e eu acho um saco isso de processar empresa, mas foi necessário), a minha necessidade urgente de ir ao oftalmologista e ao dentista, minha consulta com o psiquiatra que finalmente saiu do papel. A grande questão é quem é ele.
Minha antiga psiquiatra já me conhecia, sabia dos remédios que deram certo(ou supõem-se que deram), meus gatilhos para os altos e baixos, resumindo tinha meu histórico. Esse médico terá acesso as informações dela, ou terei que começar da estaca zero?
Minha bipolaridade supostamente controlada me traz um certo poder sob a minha própria vida. Claro que eu ainda sofro com as oscilações de humor, principalmente por ansiedade, o que continua a me trazer insônia, mas a minha rapidez de pensamentos está um pouco adormecida agora. Tenho a impulsividade de falar e agir, mas um freio inconsciente me atropela e me impede. Isso é bom, na maioria das vezes, mas me amputa também.
Continuo pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo, e com pouca paciência para determinadas pessoas, mas minha intelectualidade sofreu com os remédios.
Se antes eu lia dois livros de 500 páginas ao mesmo tempo, agora me esforço para concluir um com 250. E continuo mal nos raciocínios lógicos, matemática é para os fortes. Minha existência está atrelada ao campo mental das relações humanas, da filosofia, da arte, da complexidade que é o emaranhado complexo neural, ou seja, a mente humana.
Penso em me formar(tardiamente eu sei) em psicologia e depois fazer um ano de psicobiologia. Estudar o sofrimento da mente, os transtornos mentais e a incrível capacidade intelectiva que temos de abarcar dores e seguir em frente.
No momento, estou preocupada com a capacidade médica do psiquiatra que vai me atender. Segundo a minha antiga médica, minha bipolaridade tipo II é um caso que não urge internação ou acompanhamento rígido, portanto posso ter consultas mais espaçadas, mas os remédios são para a vida toda. Mas outros médicos já deram pareceres diferentes e acham que com o tempo, posso ficar sem a medicação, o que seria considerado uma heresia pela minha médica.
Uma vez bipolar, sempre bipolar. Estabilizadores de humor são uma necessidade, não um sortilégio concebido a alguns poucos sortudos.
Como podem ver, minha ansiedade é a grande culpada por eu não atualizar o blog, e estou vivendo um turbilhão de sentimentos.
Tentarei ocupar minha mente mais vezes por aqui, e quem sabe, ter a sorte de encontrar alguém para compartilhar ideias.
Até mais.

menina

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