sábado, fevereiro 27, 2016

TAVA AQUI PENSANDO...

Hoje estava conversando com meus filhos,  e me dei conta de que sou uma mãe as avessas.
Não que eu não seja protetora, preocupada ou responsável, mas sempre tive um nonsense bem peculiar. Por exemplo: quando as crianças eram pequenas e estava frio, eu era a primeira a dizer para não irem para a escola, se tinham que acordar muito cedo, incentivava a ficar um pouquinho a mais na cama, se era emenda de feriado com certeza ficavam em casa. 
E eram eles que sempre se responsabilizavam com a entrega dos trabalhos e provas. Nunca prestei atenção as datas marcadas. 
Com isso, coincidência ou não, acabaram crescendo super responsáveis. Eu pedia pra faltar e eles insistiam em ir, nunca entendi a posição contrária das crianças, afinal, qual filho não torce por ter uma mãe que não seja tão austera, ou que conceda uma folguinha de vez em quando? Nada disso funcionava na minha casa.
Mas ainda acho que fiz algo de muito certo, porque os cinco são ótimos alunos, e os que fazem faculdade cursam usp e unifesp. Nada mal para quem teve uma mãe um tantinho relapsa.
Na verdade preciso confessar: faço isso até hoje. 
Se vai chover, digo para não irem por exemplo. Aí me respondem " mas mãe, a gente estuda nas universidades que todo mundo queria estar e você ainda pede pra gente não ir?" Mas ainda acho que a chuva é um forte agravante e peço na maior cara de pau.
Mas meus filhos são duro na queda. 
No entanto, se tivesse que escrever uma tese sobre o assunto, diria para as mães serem mais relax com seus filhos. Menos neurose escolar por favor. Se pra mim que tenho cinco filhos funcionou, acredite, vai funcionar com você também. 

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O que fazer quando a tv resolve pifar e você tem uma família grande?
Somos em sete pessoas em casa, e temos três televisões estrategicamente posicionadas pelo apartamento, que não é lá muito grande. Eu sempre fui contra ter tv na sala. Acho deselegante. Uma frescura você pode dizer, mas acontece que essa sempre estava ligada, as vezes até madrugada adentro, e principalmente no horário das refeições, sendo que a sala de estar divide espaço com a sala de jantar. Portanto, quando durante o café da manhã  a tv da sala pifou, nem dei muita bola pra coitada. 
Meus filhos no entanto acharam o fim dos tempos, principalmente porque não poderiam acompanhar as ligas internacionais de futebol, e as séries disponíveis na sub locadora da tv por assinatura.
Essa tv em especial é antiga, modelo de tubo, pesa uma tonelada. Carregar essa tv pelo corredor do prédio até o elevador,  e depois percorrer o percurso da rua até o homenzinho que conserta não é moleza. E ainda tem o agravante que o cara que conserta a tv nunca tem pressa nenhuma em realizar seus concertos. A última vez que uma tv pifou em casa, desisti da espera do concerto e comprei outra no lugar. Portanto, imaginem a animação dos meus filhos quando aconteceu esse fatídico episódio no café da manhã...

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Estou lendo um livro sobre Keith Richards. 
Lógico que você, eu, minha vizinha e até meu gato conhecem Keith, famoso guitarrista dos Rolling Stones. Mais ou tão famoso pela vida recheada de transgressões, do que propriamente pela via musical, apesar de ser reconhecidamente um grande guitarrista.
Keith foi viciado em heroína por muitos anos, já foi preso, não é exemplo de bons modos e não faz questão nenhuma de ser.
Com tantos predicados, você pode se perguntar porque alguém iria se interessar em ler alguma coisa sobre ele, ou melhor ainda, o quê de interessante haveria para se ler.
Acontece que para mim, Keith é uma das figuras mais singulares do rock. A capacidade com que driblou a morte tantas vezes e seguiu firme em sua identidade, é algo quase invejável. Muitos dos que previram sua morte certa, já partiram desta para outra, e Keith continua entre nós. 
Claro que sua vida agora é outra, já largou o vício, envelheceu, mas seu espírito continua tão jovem quanto qualquer um de vinte e poucos anos.
O que eu mais admiro no Keith é sua incrível capacidade de ser autêntico. Não é para poucos. Sua indumentária, seus cabelos, seu anel de caveira (lembrando que somos todos farinha do mesmo saco), sua bandana, sua língua solta e suas frases incríveis, me fazem tê-lo como guru espiritual. Muitos querem ser Keith, mas só  Keith é Keith.
E o que seria dos Rolling Stones se não existisse um letrista e um cara tão original quanto Keith Richards?

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Por hoje é só.
Beijos e até mais.


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